Vamos falar sobre Hanseníase?

Para início de conversa…

Há muitos, muitos anos, a hanseníase já se manifestava como uma doença que atingia a população. Conhecida como lepra, é uma das doenças mais antigas da humanidade, marcada por um grande preconceito. No passado, não se tinha tantas informações a respeito do que causava a doença e os seus possíveis tratamentos, causando diversas dúvidas e medo.

Houveram diversos avanços graças ao desenvolvimento do conhecimento científico, e hoje podemos afirmar que a hanseníase tem cura! O tratamento é feito com medicamentos que atacam a bactéria Mycobacterium leprae, e no Brasil este cuidado médico é feito totalmente gratuito pelo SUS.

Mas o que é hanseníase?

A hanseníase pode atingir a pele, as mucosas e os nervos. Muitas vezes é confundida com outras doenças de pele, e por isso é importante sempre ficarmos atentos para exigir dos médicos uma investigação precisa sobre o caso. Pode ser observada manchas na pele, perda de sensibilidade, caroços no corpo, dormência ou formigamento. Sua transmissão se dá por secreções das vias aéreas superiores, como gotículas de saliva. Quando não tratada precocemente, pode deixar sequelas, como deformidades e perda de movimentos. O paciente também pode ter alteração na sensibilidade, como dificuldades de sentir calor, frio, dor e o próprio toque. Além de sensações de formigamento, dormência e fisgadas nas extremidades do corpo, como pés e mãos.

 

Enfrentar a doença e o preconceito!

Durante muitos anos, as pessoas com hanseníase foram marginalizadas, mesmo na relação com o sistema de saúde. Muitas foram sequestradas e aprisionadas em colônias, onde eram separadas de seus familiares. Mesmo com o fim dessas instituições, o preconceito perdurou, o que representa a falta de informação. A hanseníase é uma doença que possui cura e que exige o tratamento como outra qualquer. Não há o porquê temer as pessoas que estão nessa condição. Na verdade, temos que fazer o oposto: nosso papel é acolher, cuidar e defender, para que assim consigam ter uma vida mais digna!

Hanseníase no Brasil e os impactos do diagnóstico durante a pandemia de COVID-19

Apesar dos importantes avanços ainda temos um grande desafio: atuar para a prevenção e erradicação da doença. O Brasil é o segundo país no mundo com maior quantidade de casos de pessoas acometidas pela hanseníase, ficando atrás apenas da índia (OMS, 2020).

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu as notificações de 202.185 casos novos da doença no mundo. Desses, 29.936(93%) referem-se a região das Américas e 27.864 deles ao Brasil, sendo classificado como país de alta carga para a doença. Internacionalmente, a hanseníase é uma preocupação, assim como outras doenças como a tuberculose, a malária e aids.

Durante a pandemia de COVID-19, o diagnóstico de hanseníase caiu. A queda pode ser atribuída tanto ao receio da população em ir até uma unidade de saúde quanto a precarização da política pública de saúde, que não apresentou condições suficientes para responder as urgências do contexto pandêmico, ocasionando em uma sobrecarga dos serviços de atendimento e vigilância.

 

Ainda temos muito o que caminhar!

A Case Alice de Tibiriçá, gerida pelo Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), demonstra empenho em trilhar os passos em defesa da prevenção e combate a hanseníase! Coloca-se junto a luta pela qualidade e gratuidade do Sistema de Saúde, bem como na defesa para a garantia de programas sociais que possam ofertar melhor qualidade de vida: a garantia da gratuidade do transporte público, a defesa de benefícios sociais e de transferência de renda àqueles que já não mais conseguem atuar no mercado de trabalho, o acesso a alimentação saudável e de qualidade, dentre outros.

Convidamos toda a sociedade a fazer parte também desta luta!

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