Janeiro Roxo 2021 – A hanseníase é negligenciada, mas a saúde não!

Em 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro e consolidou a cor roxa para campanhas informativas sobre a Hanseníase no País.

E o que vem a ser a Hanseníase? É uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria (Bacilo de Hansen), que compromete, caso não tratada, principalmente a pele e os nervos. Por isso a importância de estar atento a manchas persistentes de cor esbranquiçada ou avermelhada pelo corpo e que provoque diminuição da sensibilidade.

O Brasil ocupa a triste posição de segundo lugar com mais casos da doença no mundo, ficando atrás apenas da Índia. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, todos os anos cerca de 30 mil pessoas são diagnosticadas com a doença. É um número bastante expressivo e demonstra a real necessidade do aperfeiçoamento e implementação de políticas públicas voltadas para a informação, prevenção e combate à Hanseníase.

Além disso, é preciso compreender a Hanseníase dentro de um contexto mais amplo, pois embora independente da classe social, qualquer pessoa está suscetível a contrair a doença, mas geralmente é a população em situação de rua, pobre e periférica que fica mais vulnerável.

Lutar pela eliminação da hanseníase é lutar, também, pelo fortalecimento do SUS. Além disso, é lutar pela inclusão no mercado de trabalho e pela oferta de alimentos saudáveis, nutritivos e vitamínicos, para as pessoas acometidas pela doença. Essas por sua vez, quando se encontram em estágios mais avançados da bactéria, ficam prejudicadas fisicamente, o que dificulta a inclusão laboral e aumenta a vulnerabilidade podendo chegar à privação alimentar.

Sendo assim, seguindo o ideal franciscano o SEFRAS, através do projeto Alice Tibiriça, acolhe cuida e defende mais de 120 famílias que convivem com a Hanseníase. O serviço oferece cestas básicas, atendimento social, formação, entre outras atividades. Um compromisso franciscano na luta por uma sociedade livre de estigmas e preconceitos.

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